segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Viciados em Smartphones

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Há três anos atrás, quando uma pesquisa de mercado anunciou que usuários de celulares do tipo BlackBerry tendiam a trabalhar mais, ainda não se sabia que esta declaração se tornaria em uma previsão do futuro. Agora que sabemos que em países como o Reino Unido mais de 50% dos usuários de telefones celulares têm um aparelho do tipo Smartphones, sendo que 80% deles admitiram deixá-lo ligado 24 horas por dia, esta tendência foi consolidada.

A necessidade de estar sempre conectado.
Verificar se você recebeu e-mails nos últimos cinco minutos é uma atividade compulsiva que está aumentando cada vez mais. Um estudo realizado pela Ofcom, entidade reguladora das comunicações no país, informou que 60% dos usuários jovens e 37% dos adultos confessaram serem viciado em seus Smartphones.

Além do trabalho
A conexão 24 horas por dia tem sérias implicações para a divisão das esferas “trabalho” e “social”, tornando essa divisão menos distinta.

Muitos usuários recebem chamadas pessoais no trabalho ou respondem a e-mails e mensagens de texto relacionados ao trabalho durante ocasiões sociais. Um total de 58% dos entrevistados admitiu que mesmo durante situações sociais, como happy hours com os amigos ou jantares em familia, sentem a necessidade de usarem seus telefones celulares para participarem da bolha social que eles oferecem. Assim, o espaço real e o espaço virtual também acaba sendo fundido com a disponibilidade da internet móvel.
Outra tendência é a transposição da experiência social a espaços ainda mais privados, como a cama por exemplo - um total de 81% dos usuários entrevistados dormem próximos dos seus aparelhos celulares e 47% admitiram terem os usado no banheiro.

É importante, no entanto, encontrar um equilíbrio. Os analistas Kaan Yigit e David Ackerman lembram que a situação pode ser ainda mais delicada para aqueles usuários que adotaram esta tecnologia durante a idade adulta. "Enquanto estar sempre ‘conectado’ em um contexto social é mais natural para os jovens, muitos entre 25 e 54 anos com famílias e empregos corporativos encontram dificuldades para atender às demandas de um espaço onde o trabalho e a vida social se fundem. É necessário que os locais de trabalho convencionais criem uma cultura de trabalho que ofereça aos funcionários a capacidade de equilibrar os dois".

Fonte: Consumers

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